quarta-feira, 24 de março de 2010

Beleza Tímida - O Morrião-Azul

Discretas e ilusivas, as diminutas flores do morrião-azul quase passam despercebidas ao olhar. Se eu pudesse rebaptizá-lo, dar-lhe-ia o nome de “orvalho-azul”. À luz difusa da manhã, estas tímidas primuláceas brilham nos prados como se de safiras se tratassem.


Taxonomia
Nome Latino: Anagallis arvensis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Primulales
Família: Primuláceas
Nomes vulgares: morrião-azul, morrião, morrião-dos-campos
Identificação: Planta anual, normalmente prostrada, distingue-se pela minúscula flor de corola quinquepartida e azul-escura, ligeiramente avermelhada na fauce. As suas raízes possuem um aroma parecido com o da valeriana.
Distribuição: Europa. Muito frequente em toda a bacia de Mediterrâneo. Dá-se em terrenos incultos e soalheiros, mas também surge em hortas e lugares sombrios e húmidos.
Princípios activos: Saponósidos, flavonóides e taninos
Partes usadas: Folhas e flores (sob a forma de elixir para aplicação tópica).
Usos: Diurética, tópico-cicatrizante e expectorante. Principalmente as raízes e os rizomas quando ingeridos podem causar náuseas devido à sua toxicidade, pelo que a sua ingestão não é aconselhada, restringindo-se toda a planta ao uso externo.
Curiosidades: O seu fruto é seco e capsular, um pixídio. Existem vários tipos de morrião, entre eles o morrião-vermelho de corola vermelha e fauce azulada. As primaveras (Primula veris) fazem parte da sua família. Na Antiguidade Clássica foi usado para o tratamento da raiva. O seu nome científico anagallis deriva do grego anagelein, "hilariante".

2 comentários:

  1. Então ficam rebatizadas como "safiras-dos-campos" :)))

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  2. "Safiras-dos-campos" também me soa muito bem :)

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