sexta-feira, 14 de maio de 2010

Erva-viperina

Esta bela boraginácea constitui um bom exemplo daquilo que é designado por “Teoria das Assinaturas”, ideia segundo a qual todos os seres são marcados por Deus de acordo com o papel que desempenham no mundo. Este modelo de pensamento prende-se com a mimésis, principal característica da magia medieval, num jogo de padrões metonímicos, em que a causa e o efeito se tornam unos e em que o veneno e o seu antídoto se imitam mutuamente, como que a evidenciar a sua ligação. O formato das sementes desta planta, bem como o das suas flores, foi comparado à imagem de uma cabeça de serpente, pelo que na Idade Média julgava-se que o seu consumo curaria qualquer picada de víbora.



Taxonomia
Nome latino:Echium vulgare
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Boragináceas
Nomes comuns: Erva-viperina.


Identificação: Planta bienal que cresce até cerca de 60/70 cm, de caule erecto, coberto de pêlos não urticantes. Roseta de folhas basais estreitas e igualmente peludas. Flores de tonalidade violácea dispostas ao longo do caule. Floresce de Abril a Setembro.
Distribuição: Nativa da Europa e da Ásia, surge espontaneamente em terrenos soalheiros e alcalinos.
Princípios activos: Equinina, glucoalcalóides, nitratos, taninos e mucilagem.
Partes usadas: Folhas e flores.
Usos: Como anti-inflamatória é usada no tratamento de eczema, urticária e forúnculos sob a forma de tintura e cataplasmas dermatológicos. Recomenda-se apenas o uso externo, embora não seja considerada propriamente venenosa.
Curiosidades: Devido à presença de um químico, o anthosyanis, as flores à medida que envelhecem mudam de cor, de violeta-claro para roxo, alertando os insectos para o facto de já se encontrarem desprovidas de pólen.

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