quinta-feira, 1 de julho de 2010

Lágrimas de Helena, O Acanto

Plínio tratava-o simplesmente por Acanthus, Lineu chamou-lhe Acanthus mollis. Calímaco, arquitecto ateniense (c. 500 a.C.), inspirou-se nas suas folhas amplas e recortadas para decorar os capitéis dos templos, transformando-o num emblema por excelência do estilo Coríntio. Os mitos crêem-no nascido das lágrimas de Helena de Tróia; as suas flores espinhosas evocam a superação dos problemas, a vitória face às provações da vida e a dignidade na morte. A sua imagem acompanhou o Homem desde a Grécia Antiga, espreitando-o através de iluminuras, vigiando-o através de azulejos, de pinturas, de esculturas e da talha dourada. A sua presença é uma constante onde quer que a luz e as sombras travem batalhas pela posse da alma humana.


Taxonomia


Nome latino: Acanthus mollis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Scrophulariales
Família: Acantáceas
Nomes comuns: Acanto, erva-carneira, erva-gigante.




Identificação: Planta vivaz, pode atingir 1,5 metro de altura, partindo de uma roseta de folhas basais, muito grandes, largas e recortadas. Cada acanto produz uma única espiga de flores brancas de cálice longo e rosado. Possui espinhos entre as flores.
Distribuição: Europa e Médio Oriente. Surge em ruderais, caminhos, margens de rios, paúis. Também cultivada como ornamental.
Floração: Maio/Junho.
Princípios activos: Mucilagem, sais minerais, tanino, glícidos e resinas.
Partes usadas: Flores e folhas.
Usos: Ornamental, anti-inflamatório, cicatrizante. Excelente como tónico facial, em lavagem de pele com eczema. Picado e aplicado directamente sobre feridas inflamadas, contusões, queimaduras ligeiras e reumatismo. Em creme ou óleo é um excelente cicatrizante em casos de hemorroidal. Também usada em casos de diarreia e inflamações respiratórias (infusão).
Curiosidade: Os carrilhões do Convento de Mafra, produzidos em Itália no século XVIII, têm folhas de acanto esculpidas no seu mecanismo.

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