segunda-feira, 5 de julho de 2010

Rubra fragilidade - A Papoila-das-Searas

Tantas vezes confundida com a dormideira e perseguida pelo tão famoso látex que não possui, a comum papoila vermelha quase foi levada à extinção em certas zonas próximas de núcleos urbanos. Enquanto isso, a sua congénere Papaver somniferum L., a verdadeira papoila de ópio, ganhou terreno contra todas as probabilidades, embora ainda se mantenha circunscrita a poucos lugares.




Taxonomia


Nome latino: Papaver rhoeas L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Papaverales
Família: Papaveráceas
Nomes comuns: Papoila, papoila-vulgar, papoila-rubra, papoila-das-searas, papoula, papoula-brava.


Identificação: Famosa pela cor vermelha das suas pétalas frágeis, desenvolvidas em torno de uma cápsula poricida muita pequena, a qual contém inúmeras sementes negras. Caules finos e pilosos partem de um denso núcleo de folhas verde-claras, lanceoladas e dentadas. Possui numerosos estames com anteras azuladas.
Distribuição: Europa, Norte d’África e Ásia. Surge nos passeios, nas margens dos caminhos, em searas, margens de rios, ruderais.
Floração: Maio/Junho
Princípios activos: Taninos, morfina, papaverina.
Partes usadas: Folhas, pétalas e sementes.
Usos: A infusão das pétalas e das folhas é calmante e possui um efeito narcótico muito suave. Analgésica. As sementes podem ser adicionadas ao pão em substituição do sésamo.
Curiosidade: As sementes da papoila são muito apreciadas na doçaria húngara.

2 comentários:

  1. Nos documentários de TV, principalmente os da NATGEO, sempre se fala nesta ou naquela espécie de animal em vias de extinção. De ano para ano, aparecem sempre as vendedeiras de raminhos de espiga. Estive atenta para ver se tinham papoilas, parte integrante do elenco dos raminhos, e notei que só um uma meia dúzia tinham o vermelho da papoila. Observo os campos e os pequenos matagais de beira de estrada e não vejo as papoilas. Havia campos de papoilas antigamente, agora encontrar alguma é um achado. A NATGEO ou a BIOSFERA deviam fazer um programa sobre esta espécie floral em vias de extinção, porque estou em crer que ao passar de mais um ano já não restará nenhuma com o seu "grito vermelho" nos campos de cereal e na beira das estradas. Só existirão as fotografias e as referências nos livros de botânica.
    Beijinhos, adorei as fotos como sempre!

    Nanda

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  2. Sim , é verdade, deveria haver uma campanha de sensibilização para o problema. As pessoas adoram as papoilas, sobretudo nos ranos da espiga, mas esquecem-se que ao colhê-las em estado imaturo, as suas sementes não darão origem a novos exemplares. Assim, de ano para ano vemos rarear esta espécie que nos é tão querida. O que eu tenho feito é colher as cápsulas das papoilas que encontro em zonas de risco, tais como obras e terrenos para construção, e transporto as suas sementes para outros locais onde sei que germinarão em paz.
    Beijinhos :)

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