sábado, 22 de janeiro de 2011

Própolis, um escudo contra as infecções.

Todas as plantas lenhosas, com particular destaque para o castanheiro-da-índia, o amieiro e o álamo, segregam resinas quando feridas, um mecanismo activado pelo seu sistema imunológico. O própolis resulta da combinação entre estas resinas e as enzimas segregadas pelas abelhas.

De textura resinosa, muito espessa, e de coloração que pode variar entre o verde-seco acastanhado e o negro, o própolis não possui uma fórmula química específica, visto poder comportar um sem-número de substâncias de acordo com as plantas das quais as resinas são extraídas.
Própolis da Apiagro
O nome “própolis” deriva do Grego pró, “antes”, e polis, “cidade” ou “fortaleza”, isto porque a sua função no interior de uma colmeia consiste em calafetar todas as fissuras por onde possam entrar bactérias e parasitas. Com esta espécie de goma, as abelhas edificam uma barreira protectora contra eventuais inimigos, ao mesmo tempo que protegem o enxame de correntes de ar e da chuva.
Em colmeias selvagens, o própolis desempenha ainda uma outra função, a de as fixar às superfícies onde estas se encontrem, quer sejam árvores ou rochas.
Medicinalmente, o própolis cumpre no nosso organismo funções idênticas às que assume numa colmeia, escudando os nossos órgãos contra o ataque de vírus e bactérias, através do fortalecimento do nosso sistema imunológico.
Desde épocas recuadas, o própolis tem sido usado como desinfectante de feridas, uma vez que actua como anestésico local e acelera o processo de regeneração celular, diminuindo o risco de cicatriz, ao contrário de outros desinfectantes mais comummente usados hoje em dia.
Para além de transformar o nosso organismo numa verdadeira fortaleza, o própolis detem ainda o poder de defender os órgãos durante tratamentos de elevada agressividade, como os de quimio e de radioterapia, reduzindo os efeitos secundários destes.A tintura de própolis é obtida pela diluição de própolis em álcool e pode ser aplicada directamente sobre feridas (nunca sobre queimaduras) ou tomada em tisanas, mel, água ou sumos naturais, de preferência em jejum, uma média de uma colher de sobremesa por dia.
A cosmética soube igualmente aproveitar o valor desta maravilhosa substância, adicionando-a a cremes, sabonetes e géis para tratamento de diversos problemas de pele, entre eles o do acne.
As aplicações do própolis não se ficam pela medicina. Stradivarius usava-o na produção de uma goma especial com que evernizava os seus violinos.

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