quarta-feira, 30 de março de 2011

Buglossa - A Safira das Manhãs

Se repararmos bem no formato das suas folhas, ser-nos-á fácil perceber por que razão a buglossa recebeu a alcunha de "língua-de-vaca". Pode o seu nome ser infeliz, mas tal não subtrai valor a esta planta tão comum nos nossos prados.

Taxonomia

Nome latino: Anchusa officialis L.
Divisão: Magnoliophytas
Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Lamiales
Família: Boragináceas
Nomes comuns: Buglossa, língua-de-vaca, erva-do-fígado, ancusa, borragem-bastarda.

Identificação: Planta anual, cresce até cerca de 1 metro de altura; caule pubescente; folhas verde-claras, lanceoladas e igualmente pubescentes; flores de cinco pétalas azuis-safira, por vezes brancas; o fruto é um aquénio.

Distribuição: Solos soalheiros, bem drenados. Encontra-se por toda a Europa e Ásia Menor.

Floração: Abril/Junho.

Princípios activos: Mucilagem, taninos, alcalóides e alantoína.

Partes usadas: Folhas e flores.

Usos: Anti-hérpica, é muito usada sob a forma de tintura. O suco fresco é aplicado em compressas sobre inflamações. Cicatrizante. O uso interno não é recomendado devido à presença de alcalóides.

Curiosidades: O nome "anchusa" foi usado por Plínio, o Velho, para designar a alface-silvestre, a que também se dava o nome de "pseudo-borragem". O mesmo autor trata-a por "buglosus", que significa "língua-de-vaca".
Em inglês, o seu nome varia consoante o tom de azul que exibe. A buglossa que podem ver nestas imagens, corresponde à "glória da manhã" (morning glory), pelo seu azul safírico.

Sem comentários:

Enviar um comentário