segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Óleo Essencial de Artemísia (Artemisia absinthium)

Já foi temida, já foi perseguida, já foi instrumento de magia negra, já foi insecticida contra as traças, já substituiu o lúpulo na produção de cerveja, já foi remédio. Tantas vezes banida e outras tantas aceite, popularizou-se no século XIX como bebida destilada, o absinto, afrodisíaco e alucinógeno, porque a ele se juntava láudano, a verdadeira fada verde que cativou artistas e escritores por mais de cem anos. Hoje volta a ser moda, mas como erva medicinal, usada em Moxabustão e Aromaterapia.  

Família: Asteraceae.

English Name: Wormwood.

Origem: Península Ibérica, França, Inglaterra, Itália, China e Japão.

Aroma: Herbal.

Partes Usadas: Folhas e caules.

Princípios Activos: Tuiona, azuleno, bisaboleno, canfeno, cineol e canfeno.

Propriedades: Aperitivo, colerético, analgésico, antiespasmódico, vermífugo, tónico uterino, calmante, diurético, anti-inflamatório, galactagogo, estimulante, emenagogo, antimicrobiano, e vermífugo. 

Fitoterapia Geral: Desde sempre empregue como emenagogo, é um regulador do ciclo menstrual e do sistema endócrino, e um vermífugo poderoso, empregue em problemas digestivos e hormonais, transtornos hepáticos, infecções dos aparelhos digestivo e reprodutor, doenças respiratórias e neurológicas, malária, dores de cabeça, dores abdominais, tumores e ulcerações. É empregue na Moxabustão, quer pelos seu efeitos reguladores de todo o organismo, quer pela sua acção psicológica.  
Dermatologia: Usada em abscessos e dermatoparasitoses.  

Psicologia: Neurotónico, o óleo essencial de absinto actua simultaneamente como estimulante e calmante, eficaz em situações de stress intenso, stress pós-traumático e hiper-actividade do sistema nervoso.

Observações: Por ser um forte emenagogo, torna-se abortivo. Não usar na gravidez e usar sempre diluído à razão de 2 gotas por colher de sopa de óleo vegetal, devido à toxicidade da tujona. Pode ser conjugado com aromas balsâmicos e especiados. 

Curiosidades: A artemísia afamou-se pelo seu lado simbólico, mais do que pelo medicinal. O Ocidente medieval e renascentista explorou-o na feitiçaria, ao passo que no Oriente era entronizada como rainha das ervas medicinais, a par de uma congénere sua, a losna-doce, prescrita para o tratamento de constipações, abscessos, sarna e doenças oftalmológicas. 

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