domingo, 6 de setembro de 2015

Óleo Vegetal de Rosa-Mosqueta (Rosa laevigata, R. moschata & R. canina)

O designado «óleo de rosa-mosqueta» é extraído de diversas espécies de rosa-silvestre, como a rosa-moscada, a rosa-canina e a rosa cherokee, por prensagem das sementes contidas nos seus frutos, ao contrário do óleo essencial de rosa, que é obtido por destilação das pétalas.

Família: Rosaceae.

English Name: Cherokee rose (R. laevigata), rosehip seed oil.

Origem: Chile (R. moschata), EUA e Portugal. Em Portugal é usada sobretudo a espécie R. canina.

Partes Usadas: Sementes.

Aroma: Floral, herbáceo, forte.

Cor: Âmbar.

Princípios Activos: Ácidos graxos: linoleico, oleico e linolénico. Importante fonte de ácido trans-retinóico, um derivado da vitamina A. Comporta ainda vitamina C e betacaroteno.

Propriedades: Emoliente, cicatrizante, regenerador cutâneo, anti-rugas, anti-estrias, anti-envelhecimento.

Usos: Muito usado em cirurgia-plástica, é frequentemente empregue não apenas na eliminação de cicatrizes, como também de manchas provocadas por distúrbios hepáticos, as chamadas «manchas de idade». Tem notória actividade restauradora do tecido cutâneo em casos de queimaduras, dermato-helioses, dermatomicoses, psoríase, quelóides, entre outras. Melhora a qualidade das unhas e amenta a elasticidade da pele, elimina rugas e restaura a pele envelhecida. Empregue em cremes, champôs e condicionadores para dar brilho ao cabelo e tratar comichão do couro-cabeludo e caspa. Por ser facilmente absorvido pela pele é considrrado um “óleo seco”.

Observações: Deve ser usado puro sobre manchas, cicatrizes, psoríase e quelóides, no entanto pode ser misturado a outros óleos na preparação de unguentos e óleos de massagem anti-envelhecimento.

Curiosidade: A R. laevigata, nativa do Extremo Oriente e invasora nos EUA, liga-se miticamente a um triste facto da História, o êxodo forçado dos índios Cherokee para a reserva índia no Oklahoma. Segundo a lenda, os sábios anciãos pediram aos Antepassados um sinal de esperança que acalmasse as mulheres chorosas que percorriam com os filhos aquele que ficou conhecido como o «trilho das lágrimas», os caminhos que partiam das suas aldeias-natal até ao Oklahoma. Em resposta a este apelo, ao longo dos trilhos surgiram rosas brancas bravias, que desde então passaram a ser chamadas de «rosas cherokee».

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