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sábado, 5 de setembro de 2015

Cuscuz de Outono

Porque o frio veio mais cedo este ano...

Ingredientes:

Feijão-de-metro
Bróculos
Cebola
Alho picado ou em pó
Cenoura
Courgette picada
Cogumelos
Coentros
Manjericão
Pinhões
Azeite
Coscuz
Salgema q.b.
Sumo de limão ou lima.

Numa caçarola salteiam-se em azeite, alho e cebola picada, os legumes previamente cozidos. Acrescentam-se os pinhões, os cogumelos, o majericão e os coentros bem picados. Adicionar mais azeite se necessário. Prepara-se o coscuz  numa taça, regando-o com um pouco de água morna, o suficiente para o humedecer sem o submergir, para que fique solto no final. Logo de seguida, é acrescentado à mistura de legumes e salteado durante aproximadamente 7 minutos. Tempera-se com salgema fino e umas gotas de limão ou lima, um truque que dá sabor a qualquer prato.

Fica bem com chá de erva-cidreira ou lúcia-lima, ou com um suave vinho rosé.

sábado, 29 de outubro de 2011

Um sentir de Outono...

 Nada substitui o aroma adocicado e aconchegante da abóbora queimada na chama das velas. Lá fora, o vento fresco mistura o cheiro da chuva ao fumo da caruma e das pinhas que ardem já nas lareiras. 


 
E os cogumelos reclamam os espaços mais húmidos dos bosques e dos jardins. Frágeis moradas de fadas e gnomos construídas sob a solidez protectora de árvores antigas.


E em casa de gato preto não entram espíritos maus. Este foi feito em feltro, bordado a lã. Fiz a cauda em arame fino caseado. Os olhos são lantejoulas com contas pretas. Os contornos interiores das orelhas foram salientados com fio de algodão em ponto cadeia fechado.


Tanto podem ser pendurados como aplicados em malas, almofadas, cortinas, etc. 



A abóbora foi elaborada segundo o mesmo método. O pé foi feito em arame revestido a nós de macramé. Os olhos e o nariz foram aplicados e a boca foi traçada a ponto linear e ponto cheio.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cogumelos Gratinados

Inspirado no tempo frio, este é um prato de fácil e económica confecção. A escolha dos cogumelos fica ao critério de cada um. Seja qual for a variedade escolhida, o resultado será sempre uma agradável surpresa. Podem ainda utilizar diferentes espécies de cogumelos, de forma a conferirem um paladar ainda mais surpreendente a esta receita outonal.

Ingredientes:
Cogumelos (variedades à escolha)
Alho
Margarina ou Azeite
Leite de Soja
Varinha de Trigo (2 colheres de sopa cheias por cerca de 200 gramas de cogumelos)
Queijo de Cabra (ou outro)
Sal

Passam-se os cogumelos (de preferência laminados) pela frigideira com azeite ou margarina, alho picado e uma pitada de sal até alourarem. Num tacho à parte, prepara-se um molho branco com farinha de trigo e leite de soja. Muita gente recorre à farinha mágica para tornar o creme mais homogéneo. Eu tenho um truque muito simples que consiste em deitar uma pequena porção de leite sobre a farinha, batendo muito bem até formar um creme espesso e levando ao lume logo em seguida, acrescentando mais leite a pouco e pouco até levantar fervura, sem nunca deixar de mexer. Quem estiver habituado a preparar café instantâneo ou cevada solúvel, certamente reconhecerá este processo que permite que a bebida fique cremosa à superfície.

Não é necessário acrescentar sal ao molho branco, uma vez que os cogumelos já levaram sal e o leite de soja possui um paladar algo acentuado e uma textura espessa que evita que o molho precise de margarina para adquirir aquele toque aveludado de que tanto gostamos. O molho bechamel que algumas marcas comercializam, é uma opção rápida mas pouco saudável, isto porque muitas vezes esses molhos contêm nata, para além de manteiga ou margarina, incorporada.

Num tabuleiro ou pirex, colocam-se os cogumelos, cobrindo-os totalmente com o molho branco e com o queijo de cabra fatiado. Leva-se ao forno a 200º durante cerca de 15 minutos, o suficiente para gratinar.

Podem, igualmente, recorrer a algumas especiarias, como o cravinho, a noz-moscada ou o tomilho, para darem um toque pessoal a este prato.

terça-feira, 30 de março de 2010

O Labor das Abelhas

Nas últimas décadas, a eficiência das abelhas, enquanto insectos polinizadores, tem conduzido à sua introdução no sector agrícola. O papel desempenhado pela apis melifera é ainda maior quando se trata de floração selvagem. As abelhas transportam o pólen nas patas, recolhendo-o nas anteras dos estames (androceu) de umas flores e largando-o, por acidente, nos carpelos (gineceu) de outras, contribuindo, assim, para a fecundação e geração de novas sementes. Estima-se que cerca de 75% da flora fanerogâmica selvagem, em particular a que floresce no fim do Inverno ou no início da Primavera, parece depender quase exclusivamente da ajuda dos insectos para poder reproduzir-se. Em começos de Março, os abelhões ainda não tiveram tempo de construir as suas colónias e o número de insectos polinizadores revela-se quase sempre insuficiente para abranger uma vasta área de campo florido. Se a este facto próprio da Natureza somarmos o desinteresse e o descuido das pessoas, então será fácil perceber por que motivo vemos rarear espécies que outrora foram consideradas tão comuns.
Por norma, nunca recolho plantas antes da floração, ou seja, antes de ter havido tempo para que estas se possam ter reproduzido. Também devemos imitar a temperança das abelhas e colher alternadamente as flores, evitando apanhar todos os exemplares de uma espécie numa determinada área, ou reduziremos as hipóteses de intercâmbio de pólenes. E porque raramente necessitamos das sementes, convém termos o cuidado de deixá-las na terra. Para tal, basta sacudirmos os ramos de modo a fazê-los largar as sementes. O mesmo é válido para espécies micológicas, embora neste caso o processo divirja, uma vez que os cogumelos não dão qualquer tipo de semente. Por se tratarem de fungos, costuma-se deixar no local da colheita pequenos pedacinhos das umbelas (chapéu do cogumelo) para que o fungo volte a multiplicar-se.
Se estimamos as plantas e se delas necessitamos, certamente gostaremos de saber que podemos reencontrá-las nos mesmos sítios nos anos seguintes.


 Feliz Primavera!