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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Broa de Aranha

Para quem é alérgico ao cacau, a opção ideal pode bem ser a alfarroba, de aroma e sabor muito semelhantes aos do chocolate, mas menos calórica.

Ingredientes: 
Farinha de trigo integral;
Farinha de milho integral;
Farinha de alfarroba;
Fermento em pó;
Açúcar ou mel;
Azeite;
Erva-doce em pó;
Sementes de papoila;
Doce de abóbora/tomate ou outro;
Sal

Num recipiente juntam-se duas chávenas de farinha de trigo integral, duas de farinha de milho integral, duas colheres de sopa de farinha de alfarroba, uma colher de sobremesa de fermento em pó, uma pitada de erva-doce em pó, cerca de uma chávena de azeite, meia chávena de açúcar (ou uma de mel) e uma pitada de sal. Amassa-se tudo muito bem, com a ajuda de um pouco de água quente, de modo a formar uma broa alta. Seguidamente passamo-la por açúcar e sementes de papoila para obtermos uma crosta doce e estaladiça.
Para fazermos os olhos, moldamos dois biscoitos com uma concavidade central e preenchêmo-la com doce. Usei doce de abóbora com tomate, mas podem utilizar qualquer outro.
Vai ao forno a 200 graus durante aproximadamente 25 minutos.
Os arames que formam as patas devem ser acrescentados apenas quando a broa estiver fria, isto para evitar que o metal liberte substâncias nocivas. 

Bom Samhain!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Própolis, um escudo contra as infecções.

Todas as plantas lenhosas, com particular destaque para o castanheiro-da-índia, o amieiro e o álamo, segregam resinas quando feridas, um mecanismo activado pelo seu sistema imunológico. O própolis resulta da combinação entre estas resinas e as enzimas segregadas pelas abelhas.

De textura resinosa, muito espessa, e de coloração que pode variar entre o verde-seco acastanhado e o negro, o própolis não possui uma fórmula química específica, visto poder comportar um sem-número de substâncias de acordo com as plantas das quais as resinas são extraídas.
Própolis da Apiagro
O nome “própolis” deriva do Grego pró, “antes”, e polis, “cidade” ou “fortaleza”, isto porque a sua função no interior de uma colmeia consiste em calafetar todas as fissuras por onde possam entrar bactérias e parasitas. Com esta espécie de goma, as abelhas edificam uma barreira protectora contra eventuais inimigos, ao mesmo tempo que protegem o enxame de correntes de ar e da chuva.
Em colmeias selvagens, o própolis desempenha ainda uma outra função, a de as fixar às superfícies onde estas se encontrem, quer sejam árvores ou rochas.
Medicinalmente, o própolis cumpre no nosso organismo funções idênticas às que assume numa colmeia, escudando os nossos órgãos contra o ataque de vírus e bactérias, através do fortalecimento do nosso sistema imunológico.
Desde épocas recuadas, o própolis tem sido usado como desinfectante de feridas, uma vez que actua como anestésico local e acelera o processo de regeneração celular, diminuindo o risco de cicatriz, ao contrário de outros desinfectantes mais comummente usados hoje em dia.
Para além de transformar o nosso organismo numa verdadeira fortaleza, o própolis detem ainda o poder de defender os órgãos durante tratamentos de elevada agressividade, como os de quimio e de radioterapia, reduzindo os efeitos secundários destes.A tintura de própolis é obtida pela diluição de própolis em álcool e pode ser aplicada directamente sobre feridas (nunca sobre queimaduras) ou tomada em tisanas, mel, água ou sumos naturais, de preferência em jejum, uma média de uma colher de sobremesa por dia.
A cosmética soube igualmente aproveitar o valor desta maravilhosa substância, adicionando-a a cremes, sabonetes e géis para tratamento de diversos problemas de pele, entre eles o do acne.
As aplicações do própolis não se ficam pela medicina. Stradivarius usava-o na produção de uma goma especial com que evernizava os seus violinos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Abelhas e Telemóveis...



De acordo com estudos realizados por investigadores britânicos, a radiação emitida pelas antenas de telemóvel anda a causar distúrbios na orientação de certos insectos. Inglaterra já perdeu cerca de 15% da sua população de abelhas. O mesmo se passa nos EUA e um pouco por toda a Europa. Como é sabido, as abelhas podem viajar imensos quilómetros em busca de néctar, mas se não encontrarem o caminho de regresso à colmeia acabam por morrer. As abelhas são insectos sociais, não sobrevivem sozinhas.

Está mais que na hora de começarmos a agir. Não é possível sobrepormos alguns interesses particulares à nossa própria sobrevivência. De que nos servem os telemóveis se estivermos mortos?

Temo que daqui a poucos anos o mel se torne um bem escasso, acessível apenas a alguns, ou pior, acessível apenas àqueles cujos actos mais contribuíram para a extinção das abelhas.
A questão que aqui deixo é simples: queremos falar do mel como sendo um alimento com que a Natureza nos abençoa ou preferimos falar dele como algo que existia no passado, um alimento do qual já nenhum ser vivente conhece o sabor?