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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Óleo Essencial de Tea Tree (Melaleuca alternifolia)

Cem vezes mais potente que o fenol, sem contudo se tornar tóxico, o óleo essencial de melaleuca (tree tea) é hoje um dos mais usados em Aromaterapia, tal como sempre o foi pelos aborígenes australianos.

Família: Myrtaceae.

English Name: Tea tree.

Origem: Austrália.

Partes Usadas: Folhas

Aroma: Semelhante ao da noz-moscada, lembra farmácia e erva-cortada, é intenso e refrescante.

Princípios activos: 4-terpineol (25-40%), α-pineno, limoneno, terpinoleno, terpineno, ρ-cimeno, cineol (10-17%), linalol.

Propriedades: Anti-séptico, antibiótico, anti-fúngico, antiviral, bactericida, cicatrizante, rubefaciente, inseticida, balsâmico, expectorante, antimicrobiano e sudorífero.

Fitoterapia Geral: Usado no tratamento de doenças virais, como as gripes, dores de dentes e de garganta, cáries, aftas, tosses, difteria, infecções e inflamações genitais e cistite. Muito empregue como germicida em desinfecções hospitalares. Como fortalecedor do sistema imunitário, tem sido utilizado com sucesso em pacientes com HIV.

Dermatologia: Por deter elevada percentagem de 4-terpineol, de notório poder anti-séptico, e baixa concentração de cineol, um irritante cutâneo, o óleo essencial de malaleuca é largamente empregue no tratamento do acne, psoríase, pé-de-atleta, onicomicose das unhas, frieiras, herpes, eczemas, caspa, seborreia, verrugas, dermatites, impinges, piolhos, ulcerações, feridas e queimaduras. Pode ser aplicado puro em pequenas quantidade, excepto em caso de sensibilidade. Não pode ser substituído pelo niaouli (Melaleuca viridifolia) nem pelo cajepute (Melaleuca cajuputi), uma vez que os óleos destas espécies apresentam teores de cineol na ordem dos 60%.

Psicologia: Pelo seu aroma fresco e condimentado, a malaleuca é eficaz no tratamento da depressão e da apatia.

Observações: Não lhe são conhecidos efeitos tóxicos. Pode ser usado puro na pele desde que em baixas quantidades, tudo depende da sensibilidade cutânea. Não deve ser administrado a grávidas. Não substituir por óleos essenciais de outras espécies de Melaleuca. Pode ser conjugado com óleos essenciais cítricos, com gengibre, lavanda, palmarosa, cipreste, menta e sândalo, entre outros.

Curiosidades: Durante a II Guerra Mundial, o óleo essencial de malaleuca era misturado a 1% ao óleo da maquinaria nas fábricas australianas de produção de armamento, para evitar infecções em caso de feridas. Embora chamemos «tea tree» à Melaleuca alternifolia, a verdade é que não se sabe ao certo qual a espécie usada pelo Capitão Cook para fazer o seu célebre e aromático chá, visto existirem diversas plantas deste género em Nova Gales do Sul, na Austrália.

Mais sobre Melaleuca alternifolia...

Melaleuca (Melaleuca alternifolia) - A Árvore do Chá

Espécie: Melaleuca alternifolia (Maiden & Betche) Chee

Divisão: Magnoliophytas

Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Tea tree, malaleuca, árvore-do-chá.
English name: Tea tree.
O seu nome botânico deriva do Grego e significa «preto e branco», assim chamada devido às cores do tronco de algumas das 250 espécies que este género comporta; mas foi sob a alcunha de «árvore-do-chá» que deu entrada no fragrante universo da Aromaterapia. 

Este microfanerófito australiano raramente ultrapassa os 7 metros de altura, ainda assim o suficiente para nos impressionar durante a floração, ou não fosse ele uma mirtácea, parente da árvore-de-fogo e do eucalipto. As suas flores exuberantes, brancas e repletas de estames longos, brotam na Primavera. A textura do seu tronco lembra a do papel, e o seu hábito, embora baixo, é frondoso e cria grandes sebes intransponíveis. As folhas são glabras, glandulosas e estreitas, pouco pecioladas e dispersas alternadamente ao longo dos ramos, dando a impressão de formarem verticilos. Das suas glândulas extrai-se o tão precioso óleo essencial, usado desde sempre pelos aborígenes como anti-séptico.

A partir da década de 1920, europeus e americanos viram neste óleo aromático um poderoso fármaco com notória acção antimicrobiana sobre os estafilococos. A partir de então, esta e outras espécies de Melaleuca começaram a aportar ao Velho Mundo e à América. Hoje encontramo-la sobre as arribas atlânticas, locais que certamente não estranham, habituadas que estavam às falésias de Queensland.

Ao chegar à região que viria a ser baptizada de «Nova Gales do Sul», o Capitão Cook ter-se-á servido de uma Melaleuca em substituição do chá. Contudo, nunca foi apurada a espécie exacta usada por este explorador britânico, o que nos faz pensar que actualmente podemos estar a chamar «tea tree» à malaleuca errada... 

Rico em 4-terpineol, limoneno, alpha-pineno e linalol, e com menos de 20% de cineol, o óleo essencial da M. alternifolia tem uma longa carreira na medicina popular, que começou nas suas longínquas terras de origem, onde as folhas esmagadas eram já empregues como anti-fúngico e antibacteriano para tratar problemas dermatológicos. Este uso teve continuidade na Aromaterapia, que dela se socorre para os mesmos fins. 

A M. cajuputi, mais conhecida por «cajepute», que comporta teores de cineol na ordem dos 60%, é por vezes usada no tratamento do acne e da psoríase, embora seja mais irritante para a pele. A M. viridifolia (M. quinquenervia), uma árvore cujo óleo essencial é chamado de «niaouli» e não pode nem deve substituir a M. alternifolia em aplicações dermatológicas, dado o seu elevado teor de cineol, apresenta igualmente grande valor terapêutico e tem sido empregue como fortalecedor do sistema imunitário, inclusivamente em pacientes com HIV.